quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Olhar pra trás é bom

Olhar pra atrás é bom
Mas é ruim, mas faz parte
Ver por onde se passou
Os tropeços
Arranhões e cicatrizes do trajeto
Tudo o que te fez doer
Tudo o que te fez sorrir
E nada, eu disse nada
É questão de medir prós e contras
Mas sim onde cada sensação te levou
Onde cada segundo te fez chegar sem sair do lugar
E desse cálculo sem números
Ver que o resultado é o hoje
Sinceramente
Eu pensei que meu hoje fosse outro
Se me perguntassem há um ano
Até um pouco menos
Minha resposta seria outra
Mas então, olho para as cicatrizes
Olho para o trajeto
Tudo que ainda marca, fere
Tudo que teima em ficar preso
Em fotos, em fatos
São partes do que eu sou hoje
De onde eu estou hoje
Há um ano nada seria igual
Não haveria nada igual
Como não há
Eu juro que fiz as escolhas certas
Mas não faço a mesma jura
Pra falar dos caminhos
O caminho mais fácil
Certamente me levaria pra longe
De tudo, do todo
Ainda tenho as marcas
Vou levá-las sempre comigo
Pra sempre
Mas como alimento e aprendizado
Saber o preço de cada passo
É essencial pra se descobrir o valor de tudo

Ter a certeza que a escolha mais dolorida
Foi aquela que te fez mais feliz ainda no caminho
Eu queria que entendessem
A dor faz parte
Ela também é combustível praquilo que te ergue
Saber o preço de cada corte
É essencial pra aprender o valor da cura

Mas olhar pra atrás é ruim
Mas é bom, mas faz parte

Mateus Carneiro
05/12/11 – 11:25

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